MEUS ARTIGOS

CADA PALAVRA & CADA SILÊNCIO

O mundo competitivo tem nos tornado cada vez mais frios, amargos, insensíveis, pouco falantes e péssimos ouvintes. Enxergamos, mas não vemos; ouvimos, mas não escutamos; Estamos cada vez mais individualistas. Se por um lado não estamos dispostos a doar nosso tempo, nossa ajuda, nosso carinho, nosso sorriso, ou até mesmo o que chamamos de amor ao próximo, e usamos cada palavra ou cada silêncio, como peças de um jogo , onde no final, tiramos do outro aquilo que ele tem de melhor, sem dor na consciência. Aliás, sem consciência.

Queremos sempre subtrair e dividir; nunca somar nem multiplicar. Essa é a razão que nos torna sempre carentes, frustrados, tristes, estressados e infelizes. Produzimos pouco e com baixa qualidade; e muitos vivem à base de remédios, drogas ilícitas, comportamentos radicais ou na promiscuidade.

O mundo está mergulhado na corrupção e na violência, que começam dentro de cada um de nós.

Mas será que ainda existe solução para o mundo?

– Para o mundo, Talvez, seja tarde de mais; mas para a família que é a razão da criação da Terra, quem sabe?(…)

Ah! Se todos soubessem que Deus criou a família para alimentar o amor e o perdão! E que o amor e o ódio pode nascer nas pequenas palavras e em oportunos silêncios…

Bem que poderíamos começar a mudar nossos  mundos, preenchendo os lugares do ódio, com pequenas  palavras e as atitudes que alimentem o amor e o perdão!

Wagnon Soresine de Oliveira.

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HÁ PODER NAS PALAVRAS.

Uma mãe tinha mania de, por qualquer motivo, xingar seu filho de filho da puta. Um dia, de forma misteriosa, ela dormiu dama e acordou puta. Enquanto seu filho crescia e se tornava um homem de bem, ela fazia sexo pelas ruas com todos os homens da cidade por quaisquer míseros trocados; o que era uma vergonha para toda família, inclusive seu filho; ainda assim, ele estudou e se formou em uma faculdade. No dia da sua formatura, ele foi aconselhado a não levar sua mãe para não ocorrer que, se algum de seus clientes estivesse entre os formandos, causasse-lhe constrangimento. Então preferiu ir à festa de diplomação sem paraninfo, mas durante a solenidade, o orador oficial, em seu discurso,  falava palavras que lhe transportava à sua infância difícil; mas também lembrava que em momento algum, sua mãe jamais deixou que lhe faltasse o necessário para que ele chegasse àquele momento: o mais importante de sua vida. Foi assim que sua consciência doeu por não ter deixado que sua mãe participasse de sua colação de grau, além de ter deixado em branco, seu nome na ficha de identificação; E entre a alegria da ocasião e o remorso de negar sua própria mãe, ele aguardava sua vez de receber seu diploma; e por ser um aluno tão capacitado, o próprio reitor da universidade o chamou para lhe entregar seu canudo; Percebendo então que em sua ficha, ele teria omitido ou esquecido de preencher o nome de seus pais, perguntou em alta voz e em tom de brincadeira:

-Meu caro formando, você, a final de contas é filho de quem?

-Filho da puta, senhor! Sim, filho da puta.